Outro dia apareceu uma brincadeira no Facebook. Você pedia para seus amigos uma opinião: que profissão acham que você deve seguir?
Chuva de sugestões. Os mais diferentes cursos, de todos os tipos. E porque isso acontece? As pessoas olham pra nós e “acham” que temos que ser isso ou aquilo e muitas vezes não sentimos nenhuma conexão com a opinião delas. Simplesmente porque as pessoas escolhem nossos caminhos baseadas em suas próprias visões de vida, em seus valores, em suas crenças, em seus sonhos, em suas expectativas. Escolhem nossos caminhos como se fossem para elas.
Nada contra a tentativa dos amigos e familiares. Se nos consideram realmente, estão tentando sugerir bons caminhos para nós. Como nossos pais, que sempre sabem onde devemos chegar. Com o maior amor do mundo, mas…
O momento da decisão profissional é a primeira grande decisão que uma pessoa tem que tomar na vida. Até então, tudo foi decidido pelos outros. A cidade onde moramos, a escola onde estudamos, o dinheiro que gastamos, o que podemos ou não fazer, comprar, ter. Quase tudo, até este momento, foi decidido pela nossa família.
E então chega o momento de sermos livres e decidirmos. E em geral, qual o sentimento? Medo, insegurança, dúvida! Normal. A primeira grande decisão! E é neste momento que muitos de nós pedem a opinião de outras pessoas. E recebe.
E agora? O que fazer com tantas opiniões? É você que vai escolher o rumo de sua vida ou irão escolher por você? Porque a decisão está ali, precisa ser tomada, não dá para fugir…
Pela nossa experiência com orientação profissional, podemos afirmar que boa parte das decisões são baseadas em influências. O resultado não surpreende, é óbvio: estudantes que desistem de seus cursos no meio do caminho, percebendo o erro, ou profissionais infelizes, sem sucesso, que seguem adiante sem perceber a armadilha em que entraram. Ou até percebem, mas não têm coragem de começar tudo de novo.
Quem desiste e volta atrás tem uma nova chance de ser feliz na profissão. Quem segue em frente, frustrado, tem grandes chances de passar a vida reclamando, esperando a sexta-feira, as férias, a aposentadoria.
Hora de decidir? Faça o que tem que ser feito. Assuma sua escolha. Se necessário busque ajuda. Conheça-se, conheça o mercado profissional e decida, de acordo com o seu perfil, seus valores, talentos e interesses! O que os outros acham? Não importa. Quem vai passar a vida trabalhando é você. Melhor tratar de escolher ser feliz!
