7 erros que os corretores penalizam muito nas redações

Roberta Rinaldi Dicas de Redação

Conheça alguns dos erros mais frequentes constatados pelos corretores e entenda a gravidade de cometê-los.

  • Falta de posicionamento 

Aparentemente, por despreparo de grande parte dos estudantes, há um certo medo de posicionar-se contra ou a favor de determinado assunto, sendo que essa é justamente a demanda do gênero. Em inúmeras situações, o aluno opta por ficar “em cima do muro” e acaba perdendo muitos pontos. A competência 3 do Enem é muito clara quanto a isso: selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Fiquei atento!

  • Falta de organização das ideias 

É preciso organizar esteticamente os argumentos, ou seja, articular uma ordem para as ideias. Isso significa que o aluno deve estabelecer uma progressão textual, o encadeamento e a relação lógica entre parágrafos, para que o leitor entenda claramente seu raciocínio. Frequentemente, os estudantes são penalizados por serem contraditórios, não conectarem as ideias.

  • Períodos longos, em que há sobreposição de ideias 

Já passou pela situação em que você lê algo e quando chega ao final, não entendeu absolutamente nada? Muitas vezes isso acontece devido à extensão do texto. Períodos muito longos deixam o leitor perdido. Além disso, é muito provável que antes de concluir uma ideia você já coloque outra “por cima”, prejudicando o fechamento do propósito de tê-las apresentado.

  • Erros gramaticais, como os ortográficos 

Se tem uma coisa que prejudica a boa impressão sobre o seu texto é a escrita incorreta das palavras. De certa forma, um “atravez” ou um “consiliar” na sua redação pode descredibilizar toda uma ideia. Seja cuidadoso, procure revisar o texto prestando bastante atenção na grafia das palavras.

  • Não atendimento do comando do tema 

É preciso ter bastante atenção ao tema, para interpretá-lo de forma completa. Em 2013, o tema da redação foi “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”. Muitos participantes dissertaram sobre o que é a lei e o porquê de ela ter sido implantada, mas esqueceram-se da palavra-chave do tema: efeitos. Era imprescindível dizer quais foram os resultados, se negativos ou positivos. A perda de pontos é significativa na competência 2, que diz respeito à compreensão da proposta.

  • Propostas de intervenção em excesso ao longo dos parágrafos, sem que haja problematização suficiente que as justifiquem 

A proposta de intervenção vem para solucionar um problema. Acontece que, muitas vezes, o aluno apressa o processo de resolução de situações que nem foram citadas ainda. O corretor se vê, então, cheio de indagações, já que não há fundamentação suficiente da gravidade de certas questões para que seja necessária uma intervenção. Procure usar os parágrafos de desenvolvimento para fundamentar quão grave a questão é, e deixe a proposta para o final.  

  • Uso inadequado ou ausência de crase

 A crase tem relação direta com a regência, seja ela verbal ou nominal, desempenhando uma função importante na construção dos enunciados. O uso equivocado ou a ausência da crase pode prejudicar a compreensão da ideia que se quer passar. Por exemplo, há uma diferença entre dizer “pintar à mão” (pintar com a mão) e dizer “pintar a mão” (fazer o desenho da mão ou passar tinta na mão). Ambiguidade prejudica o aluno na competência 4, que diz respeito à boa coesão textual.

Atente-se às dicas e aperfeiçoe sua redação! 😉

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