Em janeiro de 2026, o mundo acompanhou um acontecimento que poucos imaginavam possível: os Estados Unidos realizaram uma operação militar em solo venezuelano com o objetivo de capturar o presidente Nicolás Maduro.
O episódio gerou reações imediatas em escala global, dividiu governos e reacendeu debates centrais da geopolítica contemporânea, como soberania nacional, direito internacional e a influência das grandes potências sobre países mais vulneráveis.
Para o ENEM, esse tipo de acontecimento é especialmente relevante porque a prova não cobra apenas o fato em si, mas a capacidade do estudante de interpretar contextos, relações de poder e conceitos geopolíticos.
O que aconteceu na operação na Venezuela
Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela com ações aéreas e terrestres concentradas principalmente na capital, Caracas, e em regiões estratégicas do país.
Segundo o governo norte-americano, o objetivo da operação era capturar o presidente Nicolás Maduro, que já era alvo de investigações e acusações criminais nos Estados Unidos há anos.
O então presidente Donald Trump anunciou que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, teriam sido detidos e levados sob custódia americana para responderem às acusações na justiça dos EUA.
A ação foi executada de forma rápida e unilateral, sem autorização da ONU, o que gerou forte repercussão internacional e abriu uma crise diplomática imediata.
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As acusações contra Nicolás Maduro
A justificativa apresentada pelos Estados Unidos para a operação se baseia em um conjunto de acusações criminais que envolvem suposta ligação entre o governo venezuelano e o crime organizado.
Entre elas, a principal é a de narcoterrorismo, relacionada à acusação de que o governo teria mantido conexões com as FARC e permitido o uso do território venezuelano como rota do tráfico internacional de drogas.
Também são apontadas acusações de tráfico de drogas, envolvendo a participação de membros do alto escalão do governo em esquemas de exportação de cocaína para os Estados Unidos e Europa.
Outra acusação diz respeito ao uso de armas ilegais por grupos ligados ao governo, que atuariam na proteção dessas redes criminosas.
Por fim, os Estados Unidos acusam o governo venezuelano de conspiração criminosa, alegando que o Estado teria funcionado como estrutura de apoio e financiamento do crime organizado.
Maduro nega todas as acusações e afirma que se trata de uma ação motivada politicamente, com o objetivo de enfraquecer o governo venezuelano e ampliar a influência dos Estados Unidos na região.
Reações internacionais e controvérsias
A operação gerou reações distintas na comunidade internacional e expôs divergências profundas sobre os limites da intervenção estrangeira.
O Brasil, por exemplo, condenou formalmente a ação em fóruns multilaterais como a ONU e a OEA, argumentando que houve violação da soberania da Venezuela e desrespeito ao princípio da não intervenção.
Outros países também criticaram a operação, especialmente aqueles que defendem uma ordem internacional baseada no direito internacional e no multilateralismo.
Por outro lado, algumas nações apoiaram a ação dos Estados Unidos, alegando que o governo venezuelano havia perdido legitimidade democrática e que a intervenção seria justificável diante das acusações graves.
Essa divisão evidencia uma tensão central da geopolítica contemporânea entre a soberania dos Estados e a legitimidade de intervenções externas em casos considerados críticos.
Por que a operação foi considerada ilegal
A Carta das Nações Unidas estabelece que os países não podem usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado.
As únicas exceções previstas são a legítima defesa ou a autorização do Conselho de Segurança da ONU.
No caso da operação na Venezuela, nenhuma dessas condições foi cumprida. Não havia um ataque que justificasse legítima defesa e não houve autorização do Conselho de Segurança.
Por isso, a ação foi considerada ilegal pela maior parte da comunidade internacional, ainda que existam divergências políticas sobre a legitimidade do governo venezuelano.
O papel do petróleo na crise venezuelana
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas enfrenta uma grave crise econômica e institucional.
Esse contraste torna o país um ator central na geopolítica global, já que o petróleo é um recurso estratégico fundamental para a economia mundial.
Nesse contexto, a crise venezuelana não pode ser entendida apenas como um problema interno, mas também como parte de disputas internacionais por influência, recursos e poder.
Como esse tema pode cair no ENEM
O ENEM pode abordar esse tipo de acontecimento de diferentes formas, sempre com foco na interpretação de conceitos e não na memorização de fatos.
Entre os principais recortes possíveis estão conflitos internacionais e tensões geopolíticas, relações entre soberania e intervenção estrangeira, atuação de potências globais na ordem mundial e disputas por recursos naturais estratégicos como o petróleo.
O exame também pode explorar o papel de organismos internacionais, como a ONU, e os limites de sua atuação diante de ações unilaterais de grandes potências.
Conceitos-chave para revisão
Para compreender plenamente esse tema, é importante revisar conceitos como soberania nacional, não intervenção, Carta da ONU, direito internacional, recursos estratégicos e multipolaridade.
Esses conceitos são frequentemente cobrados no ENEM em questões que exigem interpretação de textos, análise de mapas, notícias e cenários geopolíticos.
Conclusão
O caso da Venezuela e dos Estados Unidos mostra como acontecimentos contemporâneos podem ser analisados a partir de conceitos clássicos da geopolítica.
No ENEM, mais importante do que saber o fato em si é compreender as relações de poder envolvidas e conseguir aplicar conceitos como soberania, intervenção e ordem internacional em diferentes contextos.
Por isso, acompanhar as atualidades é fundamental para quem quer se dar bem na prova.
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