É bastante comum que, durante a rotina estudantil ou corporativa, o cansaço se faça presente. Nestes momentos, a impressão é que a produtividade já não é mais a mesma. A explicação para isso é científica: decisões complexas, alto volume de trabalho ou estudo, entre outras atividades mentais, também gastam energia física, ou seja, glicose.
O impacto da glicemia na concentração e na produtividade
O cérebro é o órgão principal quando o assunto é queima de glicose. Este açúcar é o principal “combustível” do corpo humano, e o cérebro é seu maior consumidor: em repouso, gasta 20% da energia que o corpo produz a partir dele. Quando em níveis baixos, a confusão mental, a fadiga e a vontade de dormir ou descansar se instalam.
Além disso, a ciência tem descoberto que a energia funciona em ciclos no organismo. No que diz respeito ao cérebro, ele possui ciclos de alto rendimento, que duram de 90 a 120 minutos, os chamados ciclos ultradianos. Não respeitar este ciclo com pausas leva também à fadiga mental e, consequentemente, a menos foco, concentração e pior tomada de decisão.
Por isso, tem se adotado cada vez mais a cultura de pausas no estudo e no trabalho, principalmente em profissões de alto rendimento e em cargos estratégicos. Sendo assim, o gerenciamento de energia tem sido uma estratégia importante que vem sendo adotada por todos aqueles que almejam mais rendimento em suas atividades.
Técnicas e self awareness
Muitas técnicas famosas têm uma abordagem que intercala foco total com pausas. Uma delas é a Pomodoro. Essa técnica envolve uma imersão total em determinada atividade por 20 ou 25 minutos e pausas de não mais que 5 minutos, para trazer descanso ao cérebro. Ela comprovadamente aumenta o rendimento e a produtividade.
É importante não associar pausas com perda de tempo ou descanso com preguiça. Na realidade, é nesse ínterim que o corpo se prepara para mais um ciclo de alto desempenho. Profissionais e estudantes que não aplicam o descanso nas suas rotinas, não raro, desenvolvem distúrbios como burnout ou fadiga crônica, por exemplo.
Obviamente, uma rotina de cuidados com o corpo também é importante. Bom sono, alimentação equilibrada e exercícios físicos possuem um papel fundamental para a manutenção dos níveis de energia do organismo e não devem ser negligenciados.
Porém as demandas da vida moderna e o ritmo incessante do trabalho e do estudo acabam se sobressaindo a tudo isso e impondo uma carga de tarefas muito maior do que o corpo e o cérebro são capazes de aguentar. Com tudo isso somado à hiperconectividade e ao excesso de informações, a fadiga mental se agrava ainda mais.
Desta forma, o gerenciamento de energia se faz ainda mais necessário. Uma boa olhada para a rotina deve apontar para os pontos em que a energia mental mais é drenada. Nestes momentos, o interessante é se fazer presente e perceber que uma pausa é necessária. Sendo assim, a pausa vai sendo inserida gradualmente na rotina.
De forma planejada, a agenda diária deve passar a incorporar esses intervalos para descanso. É interessante repor as energias e a glicose com um snack, e uma sugestão é sempre ter por perto uma barra de proteína, por exemplo. Prática, auxilia na saciedade prolongada e evita a queda de energia no meio da tarde.
Com o passar do tempo, vão se percebendo os benefícios dessa nova rotina: mais criatividade após o retorno de cada pausa, maior foco, menos estresse e, consequentemente, mais saúde física e mental.
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