Redação ENEM: O que esperar de uma boa conclusão

Roberta Rinaldi Dicas para corretor de redação

Neste material iremos direcioná-los sobre o que esperar de uma boa conclusão e como cobrar os alunos que não a fizerem corretamente. Apesar de, aparentemente, ser uma parte fácil da composição do gênero, vários alunos tendem a errá-la ou apresentá-la de forma incompleta, o que compromete a nota da competência e, consequentemente, o resultado final na redação.

Observe os critérios listados a seguir:

  • A banca de correção do Enem não irá cobrar do aluno uma solução para o problema, mas sim uma intervenção.
  • O Enem também não cobra originalidade na proposta; ela pode ser, inclusive, o aprimoramento ou ampliação de alguma medida já em vigor. A exigência diz respeito à viabilidade.
  • A proposta deve estar completa, ou seja:
  • APRESENTAR OS AGENTES: quem será responsabilizado pela proposta?

    APRESENTAR OS MEIOS: de que forma a proposta entrará em vigor?

    APRESENTAR OS PROPÓSITOS: qual será o resultado final desta proposta?

  • Não há obrigatoriedade da proposta no parágrafo final, mas ela tem mais lógica na conclusão, pois vem depois das questões já terem sido abordadas e problematizadas. Caso o aluno dê propostas ao longo da argumentação, siga o mesmo critério de análise do tópico 3 e observe se há coerência nessa apresentação deslocada. Ou seja, faz sentido que naquele local ele já esteja apresentando uma solução? Algum problema já foi antes fundamentado? Seja criterioso, mas respeite a opção estrutural que o aluno faz em relação ao texto.
  • O aluno não pode, em hipótese alguma, propor intervenções que desrespeitem os Direitos Humanos, sob pena de ter a nota zerada.
  • Tudo o que for problematizado na argumentação deve ser resolvido ao final. Portanto, o número de propostas é variável de acordo com o que foi apresentado pelo aluno. É preciso bom senso da parte do aluno, pois o espaço é limitado e as ideias devem ser bem desenvolvidas, não simplesmente “jogadas” no texto. Pontas soltas, como problemas não resolvidos ou intervenção para situações não apresentadas anteriormente, devem ser penalizadas.
  • É importante que o aluno saiba dividir as responsabilidades e não culpabilize exclusivamente o governo. Cobre uma intervenção social. Qual é o papel da sociedade frente ao problema?

Agora siga as perguntas abaixo para definir se a proposta está completa ou não:

  • O participante apresenta proposta de intervenção?
  • Se não, nota 0 na competência.
  • Se sim, prossiga e avalie:
  • Fere os Direitos Humanos? Se sim, nota 0.
  • A proposta está relacionada ao tema ou ao assunto?
  • Se não, nota 0 na competência.
  • Se sim, prossiga:
  • Se for vaga e precária ou estiver relacionada apenas ao assunto, nota 40.
  • Se foi elaborada de forma insuficiente, mas está articulada de alguma forma à discussão desenvolvida no texto, nota 80.
  • Se foi elaborada de forma mediana, mas foi satisfatória, nota 120.
  • Se foi bem elaborada e está relacionada à discussão desenvolvida, nota 160.
  • Se está relacionada à discussão desenvolvida, foi muito bem elaborada e está detalhada, nota máxima, 200.

É importante instruir o aluno sobre como melhorar. Se ele não apresenta agentes, explique que é preciso estabelecer alguém para colocar em prática o que ele sugere. Uma dica prática e muito didática é citar os GOMIFES > cada letra que forma a palavra é um agente diferente: Governo, ONGs, Mídia, Indivíduo, Família, Escola e Sociedade.

Dê exemplos de resolução, oriente o aluno. Nosso objetivo é esclarecer o maior número de dúvidas possíveis por meio de uma correção completa e eficiente.

Esperamos que este material seja uma ferramenta de auxílio a você durante as correções. Bom trabalho!

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