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Como desenvolver a marca de autoria na redação?

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Você já foi cobrado quanto à necessidade de “demonstrar autoria” na redação? Se sim, possivelmente se perguntou o que isso significa e de que forma não cair no erro, não é? 

Neste post, iremos esclarecer tudo sobre esse requisito específico da banca de correção do Enem e de tantos outros vestibulares, para que você não corra o risco de ser prejudicado e se dê bem nas provas! Confira:

O que é marca de autoria na redação?

O manual de redação do participante do Enem cobra a autoria na competência III. Essa marca está ligada, assim, à capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista

Ou seja: a marca de autoria é a maneira como você mostra o seu posicionamento na redação. Para além da tese da redação, portanto, é importante que os corretores consigam enxergar a sua visão de mundo. 

Espera-se que o candidato, além trazer ideias relevantes, que fogem ao senso comum e denotem reflexão crítica pessoal, também não fique preso às estruturas fechadas dos modelos de redação que encontramos por aí. Isto é: que seja autor do próprio texto não só em níveis de conteúdo, mas também quanto à forma de escrever.

Lembre-se: todos nós temos o nosso “jeitinho” de escrever. As famosas “receitas” sobre como organizar os parágrafos e o texto em si limitam a apresentação das ideias, que acabam parecendo “forçadas” a caber dentro de uma estrutura pouco pensada e que não pertence a você. Por isso, mais do que memorizar métodos, é importante estudar bastante e de fato dominar o tema. 

Como fazer marca de autoria na redação? 

O Enem espera dos candidatos autoria no sentido de demonstrar marcas pessoais quanto à construção do texto. Assim, é importante seguir algumas dicas: Olha só:

1. Seja original

A marca de autoria é uma forma de expressar a sua opinião sobre determinado tema. Por isso, não copie as estruturas prontas da internet que supostamente deram certo. Seja livre para organizar as suas ideias de forma espontânea e original.

2. Cuidado com o vocabulário

Não use palavras que fogem muito ao que você está habituado, pois corre o risco de aplicá-las inapropriadamente. Seja formal, mas aproprie-se dos recursos que você sabe aplicar corretamente. 

Usar um vocabulário formal, mas muito distante da realidade de quem desenvolve o texto acaba sendo perceptível, portanto, pouco eficiente. Seja simples. Nada mais coerente do que desenvolver as ideias de forma prática, o que irá, até mesmo, facilitar o seu trabalho.

3. Seja sutil

Use adjetivos e advérbios para mostrar a sua visão de mundo de forma sutil. Mas lembre-se de evitar muitas repetições!

Resumindo: para demonstrar autoria, não se deve reproduzir argumentos alheios, mas vincular as informações que você tem sobre o assunto à sua opinião própria, dando “a sua cara” para o argumento. 

Assim, será possível perceber que você usou dados e conhecimentos de mundo de modo a mostrar que há alguém conduzindo a escrita de modo a convencer o leitor.

Exemplos de boas demonstrações de autoria

Agora, para se inspirar, confira alguns trechos de exemplos de redações nota 1000 que demonstram boas marcas de autoria:

Tema: Publicidade infantil em questão no Brasil

Autor: Carlos Eduardo Lopes Marciano

“Há quem duvide da capacidade de convencimento dos meios de comunicação. No entanto, tais artifícios já foram responsáveis por mudar o curso da História. A imprensa, no século XVIII, disseminou as ideias iluministas e foi uma das causas da queda do absolutismo. Mas não é preciso ir tão longe: no Brasil redemocratizado, as propagandas políticas e os debates eleitorais são capazes de definir o resultado de eleições. É impossível negar o impacto provocado por um anúncio ou uma retórica bem estruturada”. 

Tema: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Autora: Amanda Carvalho Maia Castro

“O Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Contrariando a célebre frase de Simone de Beauvoir ‘Não se nasce mulher, torna-se mulher’, a cultura brasileira, em grande parte, prega que o sexo feminino tem a função social de se submeter ao masculino, independentemente de seu convívio social, capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, os comportamentos violentos contra as mulheres são naturalizados, pois estavam dentro da construção social advinda da ditadura do patriarcado. Consequentemente, a punição para este tipo de agressão é dificultada pelos traços culturais existentes, e, assim, a liberdade para o ato é aumentada”.

Tema: Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Autor: Daniel Gomes

“Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para democratizar o acesso ao cinema no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Ministério da Cultura exerce na administração do país. Instituído para ser um órgão que promova a aproximação de brasileiros a bens culturais, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato de classes pouco privilegiadas ao mundo dos filmes, como a distribuição de ingressos em instituições públicas de ensino básico e passeios escolares a salas de cinema”. 

Tema: Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil

Autora: Maria Laura Klein

“Ademais, é relevante considerar a ampliação de disparidades sociais como uma consequência direta da problemática do cuidado invisibilizado. De acordo com o escritor brasileiro Ariano Suassuna, o Brasil é uma nação dividida em dois fragmentos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos, sendo a estrutura nacional criada para suprir apenas as necessidades dos primeiros. A partir disso, percebe-se que, em famílias cuja renda não é suficiente para contratar profissionais especializados na assistência de diversos setores sociais, tal tarefa recai sobre as mulheres que compõe o âmbito familiar, o que os condiciona a permanecer na miséria por impossibilitar seu acesso a meios de mudança de vida, como a educação e o emprego remunerado. Logo, é notório que a desvalorização do trabalho de cuidado reforça o pensamento de Suassuna, intensificando a marginalização feminina e a separação dos privilegiados e dos despossuídos”.

Agora que você já sabe como mostrar a marca de autoria na sua redação, que tal conhecer os diferentes tipos de argumentos? Leia nosso post sobre o assunto e saiba quais estratégias usar na sua redação!

Autores

  • Roberta Rinaldi

    Graduada em Letras pela UFMG e pós-graduada em Tecnologias Educacionais para Aprendizagem e EaD pela PUC Minas. Atua há 4 anos como Coordenadora Pedagógica na Imaginie, maior plataforma de correção e ensino de redação do Brasil. É amante da educação, dos dias ensolarados e das boas leituras.

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  • Amanda Tracera

    Mestre em Letras, trabalha com conteúdo digital há 6 anos. É apaixonada por educação e tecnologia e passa o tempo livre com um livro nas mãos.

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