Quais são as 5 competências do Enem para avaliar a redação?

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Nós sabemos que se preparar para uma redação nota 1000 no Enem não é uma das tarefas mais fáceis. Mas podemos afirmar que é plenamente possível! E, para saber como alcançar um resultado satisfatório no Exame, você precisa entender como será avaliado, certo?

Para ajudá-lo nessa missão importante, preparamos este post que esclarece quais são as 5 competências do Enem em relação à prova de redação, além das diferenças entre os níveis de avaliação em cada uma delas. 

Assim, você poderá se preparar melhor para essa etapa da prova que é fundamental para a sua pontuação final. Então, vamos lá?

Índice

Saiba quais são as competências do Enem
Veja como a pontuação é atribuída
Entenda as competências do Enem e seus níveis de pontuação
1. Competência I
2. Competência II
3. Competência III
4. Competência IV
5. Competência V


Saiba quais são as competências do Enem

Afinal, quando um corretor pegar a sua redação Enem, o que ele analisará em seu texto? As 5 competências do Enem são as seguintes:

  1. Competência I: demonstrar domínio da norma culta da língua portuguesa
  2. Competência II: compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo
  3. Competência III: selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista
  4. Competência IV: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
  5. Competência V: elaborar proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural


Veja como a pontuação é atribuída

A pontuação da redação será atribuída com base na análise desses critérios. No total, você pode tirar até 1000 pontos só nessa etapa, e ela tem peso de 20% no resultado final da prova.

Portanto, dividindo o valor total dessa etapa entre as 5 competências do Enem que vimos acima, cada uma delas vale 200 pontos. 

Para atribuir a nota de cada competência, o corretor irá avaliar em qual nível você se encontra. Eles são os seguintes:

  • desclassificado: 0 pontos;
  • precário: 40 pontos;
  • insuficiente: 80 pontos;
  • mediano: 120 pontos;
  • bom: 160 pontos;
  • ótimo: 200 pontos.

Ilustração de um termômetro apontando os níveis de avaliação das competências do Enem e suas respectivas pontuações.

Entenda as competências do Enem e seus níveis de pontuação

Agora já deu para saber quais critérios os corretores utilizam para avaliar sua redação, certo? Então, o próximo passo é entender a fundo as competências do Enem para saber como você pode tirar 200 pontos em cada uma delas. Vamos lá?

1. Competência I

Em linhas gerais, a competência I avalia se o candidato tem noções claras sobre a distinção da modalidade escrita e a oral

Vamos parar para pensar: com a internet, nós estamos sempre escrevendo. Seja para enviar uma mensagem de texto para um amigo, publicar o famoso textão no Facebook ou até mesmo produzir um artigo para o seu blog, por exemplo. 

Gif de um gato preto e branco digitando em um notebook

O desafio é que, nas plataformas digitais, o uso da língua portuguesa é empregado de maneira mais coloquial do que formal, que é o exigido em avaliações como a do Enem.

Então, entender essa diferença e o peso disso em sua prova de redação irá te ajudar a ter uma pontuação melhor nessa competência do Enem.

Níveis da competência I

O candidato tem a competência I desconsiderada (ou seja, tira nota zero nesse item) quando mostra total falta de conhecimento da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. 

O desempenho é considerado precário quando são notados desvios gramaticais graves e recorrentes, que passam pela ortografia, pontuação, concordância, acentuação e assim por diante. Além disso, o candidato que recebe essa qualificação pode ter apresentado muitas gírias e marcas de oralidade no texto.

É insuficiente o desempenho do candidato na competência I quando são notados muitos desvios gramaticais, como escolha de registro e de convenções de escrita, muitos traços de oralidade e algumas gírias ao longo da construção textual. 

A avaliação mediana considera que o aluno teve alguns desvios da língua portuguesa — mesmo que sejam poucos erros considerados graves ou gravíssimos, ou, ainda, vários deslizes leves. O fato de não haver uso adequado da concordância verbal ou nominal não impede o candidato de enquadrar-se nesse nível na competência I, desde que não sejam configuradas falta de domínio da norma culta.

O candidato que possui um bom nível nessa competência traz no texto poucos desvios gramaticais leves. Por isso, se há uma falha ou outra de concordância verbal ou nominal na prova de redação, é dado um peso menor para esses erros, por entender que o aluno compreendeu o conteúdo e trata-se de uma falha eventual. 

No caso de um desempenho ótimo, o estudante demonstra um excelente domínio da língua portuguesa, com pouco ou nenhum desvio gramatical (são aceitos em caso de excepcionalidade, ou seja, quando não há reincidência do mesmo erro no texto).


2. Competência II

Quando se trata da competência II, vários estudantes acabam apresentando falhas em suas redações. Por isso, é muito importante estar atento a ela!

Esse critério avalia bem a capacidade de interpretação do texto que o candidato possui, pois, ao fugir do tema, ele demonstra um indício de não ter conseguido compreender a proposta da prova. 

Pelo fato de terem textos de apoio na exposição do tema, mesmo que não tenha domínio sobre o assunto, o aluno, em tese, tem condições de atender a esse pré-requisito.

Níveis da competência II

No caso dessa competência do Enem, o desempenho é desconsiderado completamente quando o autor do texto foge completamente do tema e não apresenta a estrutura completa da dissertação-argumentativa, tipo de texto exigido para a prova do Enem. 

O desempenho precário é percebido pelos avaliadores quando o inscrito apresenta o tema, mas tangencia o assunto. Trocando em miúdos: fica numa superficialidade que beira o desconhecimento grande sobre o tema (um forte indício de que faltou condições de interpretação). Outra característica da redação enquadrada neste nível é a apresentação de traços constantes de outros tipos textuais (tais como narração ou descrição, por exemplo).

A avaliação é considerada insuficiente na competência II quando o candidato reproduz cópia de trechos do material de apoio (também conhecidos como textos motivadores). Outra percepção dos examinadores é a ausência da estrutura textual dissertativa-argumentativa, sem ter claros os aspectos de introdução, argumentação e conclusão. 

Mediana é a qualificação atribuída aos candidatos com argumentação óbvia ou previsível, mas com mais clareza sobre a estrutura de redação exigida na prova do Enem. Embora ainda sem apresentação com propriedade dos componentes desse tipo textual.

O desempenho é considerado bom quando o inscrito possui uma argumentação consistente, com linha de raciocínio que atende ao formato do texto dissertativo-argumentativo, passando pela proposição, argumentação e conclusão. 

Já o desempenho máximo, ou ótimo, é atribuído pelos avaliadores quando há argumentação consistente, notada a partir de um repertório sociocultural produtivo, e com zelo e domínio das etapas que compõem o tipo de texto da prova do Enem.

3. Competência III

A competência III está intimamente ligada à capacidade de compreensão do tema e à relação dele com o repertório sociocultural do inscrito. Por isso, ela tem bastante relação com a sua vivência e experiências adquiridas ao longo de sua vida escolar. 

Porém, você sempre pode potencializar essa qualidade a partir de exercícios de leitura, debates, dentre outras estratégias. Nessa competência do Enem é esperado que você organize o conhecimento que possui em defesa de um ponto de vista pessoal dentro do tema estipulado.

Níveis da competência III

Na competência III, a nota zero é atribuída à prova de redação do candidato que apresenta informações, fatos e opiniões não relacionados ao tema, sem que haja defesa de ponto de vista. 

O desempenho é considerado precário quando há pouca relação dos dados apresentados com o tema e, ainda, opiniões incoerentes que levam o autor a não defender um ponto de vista. 

O nível insuficiente é entendido pelos examinadores quando há exposição de informações e fatos sobre o tema, mas de maneira desorganizada e contraditória. Outro elemento percebido é que o conhecimento apresentado restringe-se aos dados trazidos nos textos motivadores.

É considerado mediano o texto que traz informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas ainda centrados apenas nos argumentos propiciados pelos textos de apoio. 

Já em uma avaliação considerada boa, o inscrito traz o conteúdo dentro do tema, de maneira organizada, e com indícios de autoria e defesa de ponto de vista. 

Por fim, o ótimo desempenho é notado quando o candidato traz os dados todos totalmente relacionados ao assunto proposto, de modo organizado e consistente.

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4. Competência IV

Um dos pontos fortes do texto dissertativo, a argumentação, recebe uma atenção especial nas competências do Enem. 

Os 200 pontos da competência IV são destinados aos candidatos que apresentam uma excelente capacidade de estruturar o texto e apresentar, de maneira coesa e fundamentada, os argumentos. Esses requisitos facilitarão no processo de defesa do ponto de vista.

Níveis da competência IV

A nota zero é atribuída ao texto que não dispõe de marcas de articulação e com ideias totalmente fragmentadas, sem apresentar uma ordem lógica e clara. 

O desempenho precário é percebido nas redações cujos autores apresentam as informações de maneiras um pouco mais coesas, mas ainda bem fragmentadas. 

Já o nível insuficiente da competência IV é notado em textos que apresentam inadequações na formatação e pouco conhecimento de recursos coesivos (conjunto de mecanismos linguísticos que ajudam a estabelecer relações de sentido no texto).

Os examinadores qualificam como mediana, nesta competência, a redação que apresenta articulação das partes do texto abaixo do adequado, cujo repertório do autor é pouco diversificado dos recursos que dão lógica e clareza. 

Diferente dos anteriores, o candidato que tem um desempenho bom neste item traz ao texto poucas inadequações de argumentação, inserindo as informações com clareza e repertório diversificado. 

E, como ótimo, está o inscrito que consegue articular muito bem o texto, utilizando-se de conhecimento diversificado sobre o assunto e com vários recursos que garantem a lógica e clareza da sua redação.

5. Competência V

Essa competência é a que tem, nas últimas edições do Enem, apresentado o pior desempenho na média dos inscritos. 

A expectativa é a de que o candidato proponha alguma ideia para solucionar um problema relacionado no tema

Na competência V, os examinadores redobram as exigências para fazer com que as propostas estejam em concordância com os direitos humanos, considerando valores universais de cidadania, liberdade e diversidade sociocultural.

Níveis da competência V

Os textos que têm nota zero na competência V não apresentam proposta de intervenção ou a que é trazida pelo autor não tem relação nenhuma com o tema tratado.

É encaixada no nível precário a redação que apresenta uma proposta de intervenção vaga ou muito abrangente, relacionada apenas ao assunto central. 

Já no nível insuficiente, o candidato traz uma proposta que não está articulada com a discussão desenvolvida no texto, fugindo da lógica presente previamente.

O desempenho mediano é atribuído ao aluno que traz ao texto uma proposta de intervenção mais conectada ao tema e à argumentação trazida.

O que difere dos que se enquadram na avaliação boa é que, nesse caso, a redação dispõe de uma proposta ligada ao tema e sintonizada ao que foi relacionado nas linhas anteriores. 

E, por fim, o desempenho ótimo é atribuído aos estudantes que apresentam uma proposta de intervenção muito boa, detalhada, e com total relação com o assunto central e aquilo que foi trazido por ele ao longo de seu texto.

Comece a se preparar

Conhecer como a sua redação será avaliada no Enem é fundamental para que você foque os seus estudos naquilo que precisa se desenvolver.

Porém, saber o que o corretor leva em consideração para pontuar o seu texto não é suficiente para conseguir uma boa na na prova. Assim como para as demais áreas de conhecimento, é fundamental que você se prepare para a etapa de redação do Enem. Veja as nossas dicas para te ajudar nessa tarefa!

1. Amplie o seu repertório sociocultural

Ter um repertório sociocultural amplo é fundamental para que você consiga dissertar e argumentar sobre assuntos dos mais diversos eixos temáticos.

E como fazer isso? Buscando conhecimento sobre os mais diversos temas!

Você pode procurar por vídeos no YouTube, acessar portais de notícia, ter uma rotina de leitura, ouvir podcasts sobre atualidade (como é o caso do Dá Ideia!)…

Se preocupe em estar atualizado para não ser pego de surpresa no Enem! Ah, e a Ana Massêo preparou um vídeo para te ajudar a ampliar o seu repertório sociocultural com filmes e séries. Confira!


2. Grave referenciais teóricos

Outra dica muito interessante para quem está se preparando para a redação do Enem, que tem o tema divulgado apenas no dia da prova, é gravar referenciais teóricos “coringas” para cada eixo temático, como saúde, educação, meio ambiente, tecnologia, etc.

Caso você não tenha um conhecimento muito específico sobre o tema exigido na prova, o referencial teórico te ajudará a embasar e fortalecer a sua argumentação.

3. Pratique bastante

Assim como outras habilidades, uma escrita excelente só é possível por meio da prática. Por isso, é muito importante que você se dedique a treinar redações pelo menos 2 vezes por semana.

Pratique escrevendo sobre diferentes eixos temáticos para diversificar a sua argumentação e conte com a ajuda de uma plataforma de correção de redação para receber comentários sobre o que está ótimo e o que precisa melhorar em seu texto.

Assim, você é orientado para se desenvolver cada vez mais e produzir uma excelente redação no dia do Enem!

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4. Inclua o estudo de redação em sua rotina

Por último, é fundamental que você inclua a redação em seu cronograma de estudos. Isso te ajudará a não esquecer dessa etapa tão importante para o Enem e a realmente separar um tempo para se dedicar a ela.

Existem atividades que te ajudam com a redação e você pode fazer sem necessariamente estar sentado em um ambiente de estudos e concentrado, como ouvir um podcast ou ler um livro no trajeto de ônibus para a escola. Porém, você precisará dedicar um tempo da sua rotina de estudos para praticar a escrita dos textos de fato ou fazer um curso de redação online, por exemplo.

Como você já conhece as competências do Enem e está interessado em conseguir a pontuação máxima em cada uma delas, preparamos um plano de estudos gratuito para você organizar a sua rotina e não se esquecer dessa etapa tão importante do Enem: a redação. Clique aqui para baixar!

Banner para a planilha gratuita de plano de estudos para o Enem com link para: https://conteudo.imaginie.com.br/plano-estudos-para-enem?utm_source=blog-post&utm_medium=banner&utm_campaign=material-rico

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