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Aprenda o que é período simples e composto

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Se você está estudando para a prova de Linguagens do Enem e demais vestibulares, já deve ter se deparado com o estudo do período simples e composto. Se ainda não viu, pode se preparar que mais cedo ou mais tarde ele vai aparecer.

Esse é um conteúdo bastante extenso e que pode causar um certo medo nos estudantes. Mas não precisa se preocupar, estamos aqui para explicá-lo para você de maneira bem leve e simples, para que você o aprenda de uma vez por todas e mande super bem na prova de português de qualquer vestibular que for prestar! Vamos lá?


O que é um período?

O período é constituído por uma ou mais orações. Quando o período possui apenas uma oração, é conhecido como simples. Mas se ele possuir duas ou mais orações será conhecido como período composto. 

Antes de te mostrarmos as características do período simples e composto, vamos te contar o que é uma oração, conhecimento essencial para entender melhor o conteúdo deste post.

Oração

A oração é um enunciado que se estrutura em torno de um verbo. É interessante que você entenda que cada verbo indica uma oração diferente, que pode fazer parte ou não de uma mesma frase.

As orações compõem os períodos simples e compostos e podem ser:

  • absolutas: essas são orações que constituem os períodos simples. São formadas por apenas um verbo ou locução verbal;
  • principais: essas ajudam a compor os períodos compostos e não dependem e nem exercem qualquer tipo de função sintática em outras orações dentro do período;
  • coordenadas: essas são conhecidas por serem sintaticamente independentes, mas semanticamente dependentes da oração principal. Elas podem ser de dois diferentes tipos: assindéticas e sindéticas, mais adiante quando estivermos falando sobre os períodos compostos por coordenação vamos trabalhar melhor cada uma das duas;
  • subordinadas: essas são orações que exercem função sintática em relação à oração principal, complementando seu sentido e ainda sendo dependente dela. Elas podem ser reduzidas ou desenvolvidas e também vamos dissecar suas peculiaridades mais adiante quando falarmos de períodos compostos por subordinação, ok?

Agora que você já sabe o que é uma oração e como ela pode se comportar a depender dos períodos, já está pronto para saber o que são, de fato, os períodos simples e compostos. Acompanhe!

O que é o período simples?

Os períodos simples possuem uma oração absoluta, possuindo um único verbo ou locução verbal. Veja um exemplo para entender melhor:

  • “Maria sorriu para João”. Esta frase é um período simples, já que possui apenas um verbo: “sorriu” e, portanto, apenas uma oração. 

O que é o período composto?

Entende-se por composto o período formado por mais de uma oração, ou seja, por mais de um verbo.

As orações que compõem o período composto podem ser de três diferentes tipos: coordenadas (independentes), principais e subordinadas e a gente te explicou um pouquinho delas ali em cima. 

Os períodos compostos podem ser de três tipos: compostos por coordenação, compostos por subordinação e mistos. Vamos a cada um deles?

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Período composto por coordenação

O período composto por coordenação possui duas ou mais orações. Sua formação básica é: uma oração coordenada + uma ou mais orações coordenadas.

Como mencionamos acima, as orações coordenadas que compõem o período composto por coordenação podem ser assindéticas ou sindéticas e são independentes sintaticamente entre si, mas possuem dependência semântica. Confira melhor cada uma:

Orações coordenadas assindéticas 

São orações apenas justapostas umas às outras, sem que haja um conectivo que as ligue. Quer um exemplo para entender melhor? Então aí vai:

  • “Raspou, achou, ganhou ”
  • “Vim, vi, venci.”

Perceba que os verbos e, portanto, as orações são dispostas uma ao lado da outra sem nenhuma conjunção que as ligue.

Orações coordenadas sindéticas

Já essas são orações coordenadas que dependem de um conectivo, ou seja, de uma conjunção coordenativa para estabelecer a ligação entre elas. Veja alguns exemplos para não restar dúvidas:

  • “João estudou muito, mas não passou no vestibular.”
  • “Eu trabalhei até 12h e almocei 13h.”

Nos exemplos acima “mas” e “e” são conjunções que ligam as orações coordenadas.

As orações coordenadas sindéticas servem para introduzir algumas ideias. Dependendo do sentido que as conjunções trouxerem ao período, elas serão classificadas de 5 diferentes maneiras. Confira cada uma dessas classificações a seguir:

1. Aditivas

As conjunções coordenadas aditivas expressam a ideia de adição e acréscimo. Elas, normalmente, indicam acontecimentos, fatos e pensamentos em sequência. Há algumas conjunções tipicamente aditivas. Veja algumas delas:

  • e;
  • nem (= e + não);
  • não só… mas (também);
  • tanto…como, e semelhantes. 

Veja alguns exemplos de algumas dessas conjunções aplicadas em períodos:

  • “Discutimos várias propostas e analisamos possíveis soluções.”
  • “Chico Buarque não só canta, mas também compõe muito bem.”
  • Não só provocaram graves problemas, mas (também) abandonaram os projetos de reestruturação social do país.”
2. Adversativas

Essas conjunções exprimem fatos, ideias ou conceitos que se opõem de alguma maneira ao que havia sido declarado na oração coordenada anterior. As conjunções tipicamente adversativas são:

  • mas;
  • porém; 
  • contudo; 
  • todavia;
  • entretanto; 
  • no entanto; 
  • não obstante.

Veja alguns exemplos dessas conjunções aplicadas em períodos:

  • “O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer ponto da cidade.” (Ferreira Gullar);
  • “O país é extremamente rico; o povo, porém, vive em profunda miséria.” 
  • “Marcelo gostava de cantar, todavia não agradava.”
  • “O time jogou muito bem, entretanto não conseguiu a vitória.

Perceba como as conjunções usadas no exemplo anterior estabelecem um contraste com as orações coordenadas anteriores.

3. Alternativas

Essas são conjunções que expressam alternância entre fatos ou escolhas. As típicas conjunções alternativas são:

  • ora… ora;
  • já… já; 
  • quer… quer; 
  • seja… seja. 

Veja essas conjunções sendo usadas em algumas frases:

  • “Diga agora ou cale-se para sempre.”
  • Ora me trata com paciência e amor, ora trata me trata com muito desprezo.”
  • Ou você casa, ou compra uma bicicleta.”
4. Conclusivas

Já essas expressam, como não é difícil imaginar, uma conclusão. Além de conclusão também podem dar a ideia de consequência em relação à oração coordenada anterior. As conjunções conclusivas típicas são: 

  • logo; 
  • portanto;
  • pois (quando vem depois do verbo);
  • então;
  • assim;
  • por isso; 
  • por conseguinte; 
  • de modo que; 
  • em vista disso.

Agora algumas dessas conjunções aplicadas em frases: 

  • “Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.” 
  • “A situação econômica é delicada; devemos, pois, agir cuidadosamente.”
  • “O time venceu, por isso está classificado.”
  • “Aquela substância é tóxica, logo deve ser manuseada cautelosamente.”
5. Explicativas

Por fim, as conjunções coordenadas sindéticas explicativas indicam uma justificativa ou uma ideia de explicação em relação ao fato que foi expresso na oração coordenada anterior.

As conjunções consideradas tipicamente explicativas são:

  • que;
  • porque; 
  • pois (quando vier antes do verbo).

Veja a seguir algumas dessas conjunções empregadas em frase para não restar dúvidas:

  • “Vou embora, que cansei de esperá-lo.”
  • “Maria devia estar cansada, porque estudou o dia inteiro.”
  • “Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.”

Agora que você já domina o período composto por coordenação, vamos ao período composto por subordinação.

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Período composto por subordinação

O período composto por subordinação é formado, basicamente, por: oração principal + oração subordinada.

Neste caso, as orações subordinadas serão semântica e sintaticamente dependentes da oração principal, isso significa que elas não existiriam se não houvesse a oração principal. Veja um exemplo para entender melhor:

  • “João, que é muito tímido, ama Maria.” Este é um caso de período composto por subordinação porque as orações “que é muito tímido” depende da oração “João ama Maria” para fazer sentido, não há como entendê-la de maneira independente. Os verbos de cada oração são o “é” e o “ama”.

As orações subordinadas vão receber diferentes classificações, que levarão em conta a função sintática que elas exercem em relação à oração principal. 

Elas serão classificadas em: substantivas, adjetivas e adverbiais. Cada uma dessas vai se subdividir em outras subclassificações. Confira melhor a seguir: 

1. Oração subordinada substantiva

As orações substantivas vão exercer funções sintáticas que correspondem às funções que os substantivos poderiam exercer dentro de uma oração, sintaticamente falando. Portanto, elas poderão ser de 6 diferentes tipos, veja cada um deles a seguir:

Oração subordinada substantiva subjetiva

Essas vão desempenhar a função de sujeito em relação ao verbo da oração principal. Exemplos: 

  • “É necessário que você se apresente ao serviço amanhã.”
  • “Foi anunciado que Pedro é o vencedor do concurso.”
Oração subordinada substantiva objetiva direta

Essas vão desempenhar a função de objeto direto em relação ao verbo da oração principal. Exemplos:

  • “Quero que você seja meu marido.” 
  • “Os funcionários não sabiam que era dia de demissões.”
Oração subordinada substantiva objetiva indireta 

Essas vão desempenhar a função de objeto indireto em relação ao verbo da oração principal. Exemplos: 

  • “O diretor da empresa necessita de que todos os colaboradores estejam presentes na reunião.
  • “A professora insistiu muito em que os alunos tivessem aulas de recuperação.” 
Oração subordinada substantiva completiva nominal

Essas vão desempenhar a função de complemento nominal em relação um nome que pertence à oração principal. Exemplos:

  • “Todos temos esperança de que a humanidade pare de destruir o planeta.”
  • “Sinto necessidade de que você me deixe descansar um pouco.
Oração subordinada substantiva predicativa 

Essas vão desempenhar a função de predicativo em relação ao verbo da oração principal. Exemplos:

  • “O bom é que ela sempre foi bem comportada.
  • “A dúvida era se seriam necessários mais ajudantes.”
Oração subordinada substantiva apositiva 

Essas vão desempenhar a função de aposto em relação a qualquer termo da oração principal (normalmente o aposto será enumerativo). Exemplos:

  • “Helena apenas desejava uma coisa: que fosse muito feliz com sua família.” 
  • “Pedi um favor a meus amigos: que esperassem por mim.” 

2. Oração subordinada adjetiva

As orações subordinadas adjetivas exercerão a função sintática que geralmente um adjetivo exerce sintaticamente e poderão ser de dois diferentes tipos:

Oração subordinada adjetiva explicativa

Essas são orações que acrescentam uma informação acessória à oração principal, o que é bem parecido com a função do aposto. 

Elas vão exprimir algum tipo de qualidade em relação ao substantivo antecedente e sempre vêm entre vírgulas. Além disso, são uma informação a mais e podem ser retiradas sem prejuízo de sentido. Exemplos:

  • “O leão, que é um animal selvagem, atacou o domador.” 
  • “A professora Ana Luísa, que é a professora mais nova da escola, não veio trabalhar hoje.”
Oração subordinada adjetiva restritiva 

Essas vão especificar o sentido do nome a que se referem, restringindo seu significado. Elas não exigem vírgulas para serem ligadas à oração principal. Além disso não trazem uma informação a mais, ao contrário, são indispensáveis para a compreensão da oração. Exemplos:

  • “Ele é um dos poucos diretores que é apreciado por todos os funcionários.” 
  • “Toda comida que é fresca é mais saborosa.

3. Oração subordinada adverbial

Essas são orações que vão exercer a função sintática que um advérbio exerceria em uma oração, sintaticamente falando, ou seja, serão adjuntos adverbiais. Elas podem ser de 9 diferentes tipos, confira-os a seguir:

Oração subordinada adverbial causal

Exemplos:

  • “Não vou trabalhar hoje porque vou ao médico.
  • Já que está calor, vamos tomar banho de piscina.”
Oração subordinada adverbial consecutiva 

Exemplos: 

  • “As pessoas da torcida gritaram tanto que ficaram roucas.
  • “Mariana desistiu de ser perfeita, de modo que acabou sendo feliz.”
Oração subordinada adverbial final

Exemplos: 

  • “Todos se esforçaram para que tudo desse certo.
  • “A aluna estudou durante muitas horas a fim de que não reprovasse.
Oração subordinada adverbial temporal

Exemplos: 

  • Quando ouço esta música, penso em você.”
  • Mal entrei no banho, o telefone tocou.”
Oração subordinada adverbial condicional

Exemplos: 

  • “Se ele cumprir sua parte do acordo, poderemos seguir conforme planejado.”
  • Caso você não saia de casa, passo por lá para te ver.”
Oração subordinada adverbial concessiva

Exemplos: 

  • Embora seja de risco, concordo com a realização do negócio.”
  • “Farei o que acho correto, mesmo que você seja contra.
Oração subordinada adverbial comparativa

Exemplos:

  • “É tão desgastante correr atrás como ficar esperando.
  • “Meu pai age como já agia meu avô.”
Oração subordinada adverbial conformativa

Exemplos:

  • “Faço rabanadas conforme minha avó me ensinou.”
  • “O campeonato será disputado segundo as regras estabelecidas pelo comitê.
Oração subordinada adverbial proporcional

Exemplos: 

  • Quanto mais independente a filha ficava, mais sozinha a mãe se sentia.”
  • “Ele melhorava sua forma física à medida que treinava.”

Período misto

O período misto vai misturar orações coordenadas, subordinadas e principais. Veja um exemplo para entender como isso funciona na prática:

  • “João, que é muito tímido, ama Maria, mas ela não o ama.” Aqui, há a composição mista, misturando uma oração subordinada: “que é muito tímido” e uma oração coordenada: “mas ela não o ama”. 

Ufa, quanto conteúdo! Esperamos ter dado uma ajudinha e você que tenha conseguido entender de uma vez por todas o que é período simples e composto! Bom, se você quiser saber mais dicas de português, dê uma lida em  nosso artigo sobre tipos de predicado, esse assunto também cai no Enem e demais vestibulares e deve estar em seu cronograma de estudos!

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