A preservação do patrimônio cultural brasileiro vai além da manutenção de monumentos e artefatos históricos: trata-se de proteger a memória, a identidade e os modos de viver que fazem parte da nossa história. Ao longo de 17 estados do país, são 23 sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco (15 culturais, 8 naturais e 1 misto).
Com isso, em todo o mundo, o Brasil ocupa o 12º lugar entre os maiores conjuntos patrimoniais históricos culturais. Esse reconhecimento evidencia não apenas o valor estético e histórico de nossos bens culturais, mas também reforça a necessidade de políticas públicas que garantam sua conservação para as futuras gerações.
E para te ajudar a escrever um texto sobre o assunto, iremos fazer um breve panorama atual dessa questão no cenário brasileiro. Ao final do conteúdo, leia também uma redação pronta sobre o tema, com o feedback completo dos nossos especialistas! Vamos lá?
Qual a importância de preservar o patrimônio histórico cultural brasileiro?
Preservar o patrimônio histórico e cultural é fundamental para manter vivas as narrativas que definem quem somos como sociedade.
Monumentos, centros urbanos históricos e manifestações imateriais (como o samba de roda e o frevo) são expressões da nossa diversidade cultural e social. A Unesco ressalta que esses bens têm “valor universal excepcional” e são essenciais para a memória coletiva e a criatividade das comunidades.
Além do valor simbólico, existe um forte impacto socioeconômico ligado ao patrimônio. O turismo cultural, por exemplo, representa uma parte crucial das receitas do setor turístico global, fomentando empregos e renda para as comunidades locais.
No Brasil, cidades históricas como Ouro Preto, Olinda e Salvador atraem milhões de turistas por ano, gerando fortalecimento econômico e valorização da identidade regional.
De quais maneiras é possível preservar esse patrimônio?
A preservação pode começar pela aplicação rigorosa dos instrumentos legais e técnicos existentes. A Constituição de 1988 (Art. 216) define que são patrimônios culturais os bens materiais e imateriais que representam a identidade nacional, e determina que o poder público, com apoio da sociedade, deve protegê-los.
O IPHAN, criado em 1937, é o órgão responsável por essa tarefa, por meio de tombamentos, fiscalização, inventários e apoio financeiro a museus e acervos.
Outro caminho importante é fortalecer a participação comunitária e as parcerias locais. Um estudo do IBGE mostrou que projetos culturais com envolvimento ativo da comunidade têm até 30% mais engajamento e promovem maior inclusão social.
Possíveis ações
Por exemplo, ações como cadastro de bens musealizados, gestão de riscos e educação patrimonial em escolas são formas efetivas de envolver a população na proteção dos bens culturais.
Além disso, também é fundamental promover políticas de turismo sustentável, aliadas a capacitação técnica e gestão eficaz. Atualmente, o Ministério do Turismo vem desenvolvendo iniciativas para estimular programas de incentivo à visitação consciente e recuperação de sítios patrimoniais.
A combinação de leis eficazes, encorajamento comunitário e turismo responsável cria um ambiente propício à preservação de um patrimônio cultural diverso e dinâmico, capaz de fortalecer nossa memória e potencializar o desenvolvimento local.
Como escrever sobre o tema?
Pensar em uma redação sobre a preservação do patrimônio cultural brasileiro é tratar de um tema que dialoga diretamente com a educação, a cidadania e o desenvolvimento sustentável.
Em seu texto, pode ser interessante abordar a importância desses bens para a formação da identidade nacional, bem como discutir formas eficazes de protegê-los.
Além disso, o tema permite mobilizar repertório sociocultural (como a atuação do IPHAN, programas museológicos e leis de tombamento) e propor soluções embasadas em dados oficiais e parcerias institucionais.
Redação pronta sobre o tema: Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Agora, para se inspirar, leia uma redação pronta sobre o tema “Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro“:
De acordo com a Lei Rouanet (8313/91), os patrimônios históricos culturais brasileiros devem ser preservados. No entanto, nem sempre essa lei é cumprida rigorosamente. Vê-se que muitas autoridades não se impõem para por a lei em prática. Além disso, a falta de conhecimento sobre os patrimônios históricos e culturais,[1] tem como reflexo menos pessoas exigindo a prática plena da lei. De acordo com essa perspectiva[2] cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro. [3]
Primeiramente, um patrimônio ao ser tombado (reconhecer seu valor histórico) deve ser protegido de vandalismos e ter manutenção frequente. Contudo, situações de descuido e descaso mostram que há falta de fiscalização e proteção. No Brasil, encontram-se muitas autoridades falhas no quesito de exigência de leis em prática. Com isso, o caso do incêndio no Museu Nacional mostra tamanho descuido com as manutenções em dia. Era o mais antigo centro de ciências do país. Houve uma enorme perda do acervo e de pesquisas nacionais; poucas peças foram salvas para contar a história de uma região e de um povo do passado, por falta de competência das pessoas que estão a frente desse processo jurídico de fiscalização. [4]
Em segunda análise, é necessário que todos os cidadãos tenham conhecimento do valor de um bem histórico. As construções e objetos mostram sociedades antigas, suas características, costumes, como eram os povos e os acontecimentos da época. Como dizia Confúcio: “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. É importante ter como estudar o passado , pois é analisando a história que não se comete os mesmos erros novamente. [5][6]
Portanto,[7] medidas são necessárias para resolver esse empasse. O projeto de lei 10835/18 que altera a lei Rouanet deve ser colocada em vigor pelas autoridades correspondentes junto ao Ministério da Cultura, afim de proteger, fiscalizar e restaurar os monumentos históricos. Cabe também ao Ministério da Educação junto ao Ministério da Cultura promover aulas curriculares nas escolas e eventos para público aberto nas praças das cidades, com o objetivo de mostrar a importância da preservação de um patrimônio cultural. Dessa forma o Brasil poderia superar o problema da preservação falha de patrimônio histórico e cultural.[8]
Comentários sobre a correção da redação
Veja os comentários do corretor sobre a redação.
Competência I: demonstrar domínio da norma culta
- [1] Vírgula inadequada.
- [2] Coloque vírgula aqui.
Competência II: compreender a proposta
- [3] Muito bem! Explicitou logo na introdução a tese a ser defendida.
- [6] Apresentou boa compreensão da proposta, atendendo à delimitação temática.
Competência III: selecionar e relacionar argumentos
- [4] Muito bem! Estes dados deram credibilidade a seu argumento.
- [5] Você apresenta dados que dão credibilidade ao que foi defendido. Parabéns!
Competência IV: conhecer os mecanismos linguísticos para a construção da argumentação
- [7] Não houve inadequação no uso de conectivos, nem repetição de palavras, o que contribui para a leitura fluida e agradável na redação. Muito bem!
Competência V: elaborar a proposta de intervenção para o problema
- [8] Parabéns! Você demonstra conhecer o que é necessário para elaborar uma boa proposta de intervenção. Isso pode ser comprovado pela resolução de todos os problemas apresentados no desenvolvimento.
Comentário final
Parabéns pela escrita! Há alguns desvios com relação a pontuação, atente-se a eles. No mais, é um ótimo texto, parabéns!
Nota: 960
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Foto do post: Beatriz Kalil Othero/Imaginie