As classes gramaticais, também chamadas de classes morfológicas ou classes de palavras, são os grupos em que a gramática organiza todas as palavras do português de acordo com a função que exercem e com a forma como variam. Pense nelas como “caixinhas”: cada palavra de uma frase cabe em uma delas.
São dez classes: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Neste guia, cada uma possui uma seção própria, com definição, tipos e frases de exemplo, além de uma tabela-resumo para consulta rápida e um método para descobrir a classe de qualquer palavra.
Conhecer as classes é o primeiro passo para a análise sintática e ajuda a acertar pontos que pesam na redação do Enem, como concordância, regência e coesão. Vamos lá?
Quais são as 10 classes gramaticais?
A gramática tradicional, organizada pela Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), reconhece dez classes de palavras. A tabela abaixo resume a função de cada uma, se ela varia de forma e traz um exemplo.
| Classe | Função | Varia? | Exemplos |
|---|---|---|---|
| Substantivo | Nomeia seres, lugares, sentimentos e ideias | Sim | casa, Brasil, alegria |
| Adjetivo | Caracteriza o substantivo | Sim | rápido, feliz, mineiro |
| Artigo | Define ou indefine o substantivo | Sim | o, a, um, uma |
| Numeral | Indica quantidade, ordem, fração ou multiplicação | Em parte | três, segundo, triplo |
| Pronome | Acompanha ou substitui o substantivo | Em geral, sim | ela, meu, que |
| Verbo | Expressa ação, estado ou fenômeno | Sim | estudar, ser, chover |
| Advérbio | Indica circunstância e modifica verbo, adjetivo ou advérbio | Não | ontem, muito, bem |
| Preposição | Liga dois termos e cria uma relação de sentido | Não | de, para, com |
| Conjunção | Liga orações ou termos de mesma função | Não | e, mas, porque |
| Interjeição | Expressa emoção ou sensação | Não | ufa!, ai!, nossa! |
Classes variáveis e invariáveis
Uma boa pista para identificar a classe de uma palavra é perguntar se ela muda de forma. As variáveis sofrem flexão de gênero, número, grau ou, no caso do verbo, de pessoa, tempo e modo: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome e verbo. As invariáveis mantêm sempre a mesma forma: advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Há exceções pontuais, como numerais e pronomes que não flexionam (cinco, que).
Substantivo: nomeia seres, lugares e sentimentos
O substantivo nomeia pessoas, cidades, estados, países, objetos, animais, vegetais, sentimentos, enfim, as coisas de maneira geral. Palavras como “Maria”, “Rio de Janeiro”, “Minas Gerais”, “boné”, “cobra”, “alface”, “amor” e milhares de outras são todas chamadas de substantivos.
Ele é o núcleo dos termos da oração e varia em gênero, número e grau (menino, meninas, meninão). Um teste prático: se a palavra aceita artigo na frente (o, a, um, uma), grande chance de ser um substantivo.
Exemplos em frases:
- A saudade apertou quando Marina avistou a casa da infância.
- O cardume seguiu o barco até o porto.
Tipos de substantivo
- Comum e próprio. O comum nomeia os seres de uma espécie de modo geral (cidade, rio, escritor). O próprio identifica um ser em particular e se escreve com inicial maiúscula (Recife, Amazonas, Machado de Assis). A cidade de Recife é banhada pelo Atlântico.
- Concreto e abstrato. O concreto nomeia seres que existem por conta própria, reais ou imaginários (mesa, vento, saci). O abstrato nomeia qualidades, sentimentos, ações e estados que só existem em função de outro ser (coragem, tristeza, viagem). A coragem do bombeiro emocionou a cidade.
- Coletivo. Indica, no singular, um conjunto de seres da mesma espécie: alcateia (de lobos), cardume (de peixes), arquipélago (de ilhas). Uma alcateia cruzou a trilha ao amanhecer.
- Primitivo e derivado. O primitivo não vem de outra palavra (pedra, flor). O derivado se forma a partir de uma palavra já existente (pedreiro, floricultura). O pedreiro assentou a pedra com cuidado.
- Simples e composto. O simples tem um só radical (flor, copo). O composto tem dois ou mais (guarda-chuva, girassol). Esqueci o guarda-chuva no ônibus.
Adjetivo: caracteriza o substantivo
Os adjetivos atribuem qualidades, características, estados ou origem a um substantivo. São palavras variáveis e isso significa que elas sofrem variação de número, gênero e grau. O adjetivo concorda sempre com o substantivo a que se refere: aluna dedicada, alunos dedicados.
Exemplos em frases:
- Minha amiga é inteligente. A palavra “inteligente” é uma característica relacionada à palavra “amiga” e, portanto, é um adjetivo.
- A prova estava difícil, mas a turma saiu confiante.
Tipos de adjetivo
- Simples e composto. O simples tem um só radical (alegre, veloz). O composto tem dois ou mais (azul-marinho, luso-brasileiro). Nos compostos formados por cor + substantivo, o adjetivo fica invariável. Ela tem duas calças azul-marinho.
- Primitivo e derivado. O primitivo não deriva de outra palavra (feliz, bom). O derivado vem de outra (infeliz, bondoso). Pessoas bondosas costumam ser felizes.
- Pátrio. Indica nacionalidade ou origem geográfica: brasileiro, mineiro, argentino, nordestino. Maria é brasileira e conheceu José, que é argentino, em Montevidéu.
- Locução adjetiva. Expressão formada por preposição + substantivo que equivale a um adjetivo: amor de mãe (materno), água da chuva (pluvial). O amor de mãe não tem medida.
Artigo: define ou indefine o substantivo
O artigo é uma classe gramatical em que as palavras são variáveis em gênero e número e servem para determinar os substantivos de modo vago ou preciso. Ele vem antes do substantivo e concorda com ele.
- Artigos definidos (o, a, os, as) indicam um ser conhecido ou já mencionado. O professor entregou a redação corrigida.
- Artigos indefinidos (um, uma, uns, umas) apresentam um ser qualquer ou ainda desconhecido. Chegou um professor novo e uma monitora.
A escolha muda o sentido da frase: em “Vi o filme”, quem fala e quem ouve sabem de qual filme se trata. Em “Vi um filme”, o filme é um qualquer. O artigo também se funde com preposições, formando no (em + o), da (de + a) e pelo (por + o).
Numeral: indica quantidade, ordem, fração e multiplicação
Os numerais informam a quantidade de seres, a posição que ocupam em uma sequência, a fração de um todo ou o múltiplo de uma quantidade. Alguns variam em gênero e número (dois, duas; primeiro, primeiros) e outros não (cinco, cem).
- Cardinais indicam quantidade: um, dois, quarenta, cem. Foram três simulados em dois meses.
- Ordinais indicam ordem: primeiro, segundo, décimo, vigésimo. Ele terminou a maratona em quinto lugar.
- Fracionários indicam divisão em partes: meio, terço, quarto, quinto. Sobrou só um terço da pizza.
- Multiplicativos indicam multiplicação: dobro, triplo, quádruplo. O ingresso custou o triplo do valor original.
Numeral não é a mesma coisa que algarismo: o numeral é a palavra (sete) e o algarismo é o símbolo que a representa (7).
Pronome: acompanha ou substitui o substantivo
Os pronomes acompanham o substantivo ou ocupam o lugar dele, o que evita repetições no texto. Podem substituir os substantivos, adjetivos ou mesmo toda uma oração.
Exemplo: “A Maria é super inteligente, ela é minha crush eterna.” Neste caso, o pronome “ela” substitui Maria, para que não seja necessário repetir o seu nome.
Tipos de pronome
Há sete tipos de pronomes na língua portuguesa:
- Pessoais (eu, tu, ele, me, te, lhe, nós) indicam as pessoas do discurso. Eu entreguei o trabalho e a professora me elogiou.
- De tratamento (você, senhor, Vossa Excelência) são usados para se dirigir ao interlocutor. O senhor precisa de ajuda com a matrícula?
- Possessivos (meu, teu, seu, nosso) indicam posse. Nossa turma tem trinta alunos.
- Demonstrativos (este, esse, aquele, isto, isso, aquilo) situam algo no espaço, no tempo ou no texto. Este fica perto de quem fala, esse perto de quem ouve e aquele longe dos dois. Este livro é meu e aquele é da biblioteca.
- Indefinidos (algum, ninguém, certo, tudo, muito) referem-se a seres de modo vago. Ninguém gabaritou a prova.
- Interrogativos (que, quem, qual, quanto) iniciam perguntas. Qual é o tema da redação?
- Relativos (que, quem, onde, cujo, o qual) retomam um termo anterior e iniciam uma nova oração. A escola onde estudo fica no centro. Aqui, “onde” retoma “escola”.
Verbo: expressa ação, estado e fenômeno
O verbo é a classe mais flexível do português: muda de forma para indicar pessoa, número, tempo, modo e voz. Compare estudo, estudaste, estudaremos e estudassem, todas formas do mesmo verbo. Quanto ao sentido, ele pode indicar uma ação, um estado ou um fenômeno da natureza.
Ação, estado e fenômeno da natureza
Ação. “Maria corre pela manhã.” Neste caso, o verbo é “correr” e indica de fato uma ação que Maria faz pela manhã. Veja que essa ação é uma escolha de Maria e ela tem o poder de começar e parar de fazê-la.
Estado. “Todos parecem meio loucos.” O verbo “parecer” neste exemplo é um verbo de ligação e, portanto, indica um estado: “meio loucos”.
Fenômeno da natureza. “Choveu muito ontem à noite.” Nesta oração, o verbo é “choveu” e ele indica um fenômeno da natureza, que não depende de sujeito (ser animado) para acontecer. Verbos assim são impessoais e ficam na terceira pessoa do singular.
Verbos significativos e de ligação
Na análise sintática, os verbos também são classificados de acordo com a necessidade de complemento. Os significativos têm sentido próprio e podem pedir ou não complementos. Os de ligação apenas conectam o sujeito a uma característica ou estado, o predicativo.
- Intransitivo não pede complemento. A turma chegou cedo.
- Transitivo direto pede complemento sem preposição. Ela leu o texto duas vezes.
- Transitivo indireto pede complemento com preposição. Eu gosto de ler.
- Bitransitivo pede dois complementos, um direto e um indireto. O professor entregou as provas aos alunos.
- De ligação faz a ponte entre o sujeito e o predicativo. Maria é inteligente. Aqui, “é” liga o sujeito “Maria” à característica “inteligente”, que é o predicativo.
Atenção: o mesmo verbo pode mudar de classificação conforme o contexto. Em “Ela come bem”, ele é intransitivo. Em “Ela come salada”, é transitivo direto.
Advérbio: indica circunstância
Os advérbios constituem uma classe morfológica invariável. Isso significa que eles não sofrem flexão de número, gênero ou pessoa. Servem para indicar uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade e outras) e modificam um verbo, um adjetivo ou outro advérbio.
Exemplos em frases:
- Modificando um verbo: Os alunos saíram tarde. No exemplo, o advérbio “tarde” modifica o verbo “saíram”, indicando uma circunstância temporal.
- Modificando um adjetivo: A redação ficou muito boa.
- Modificando outro advérbio: Ele respondeu muito bem.
Tipos de advérbio
- Lugar: aqui, ali, lá, longe, perto. Deixei a mochila aqui.
- Tempo: hoje, ontem, agora, já, ainda, sempre. A nota sai amanhã.
- Modo: bem, mal, depressa, devagar e a maioria dos terminados em -mente. Ele leu o enunciado calmamente.
- Intensidade: muito, pouco, bastante, demais, tão. Estudei bastante para o simulado.
- Afirmação: sim, certamente, realmente. Realmente, o gabarito estava certo.
- Negação: não, tampouco. Eu não fiz a lista de exercícios.
- Dúvida: talvez, possivelmente, provavelmente. Talvez a prova seja mais difícil.
Quando duas ou mais palavras funcionam como um advérbio, temos uma locução adverbial: às pressas, de repente, em breve, de modo algum.
Um cuidado que rende ponto em redação: mal é advérbio e é o oposto de bem, enquanto mau é adjetivo e é o oposto de bom. Compare “Ele agiu mal” com “Ele é um mau exemplo”.
Preposição: liga termos e cria relações de sentido
As preposições são um grupo de palavras invariáveis que têm a função de relacionar dois termos de uma mesma oração, subordinando um ao outro. O termo que vem depois da preposição completa o sentido do que vem antes.
As preposições essenciais são: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre e trás.
Exemplos em frases:
- Vou à escola.
- Maria trabalhou com vigor.
- Estudei para a prova com meus colegas.
Nos exemplos acima, as palavras “à” e “com” são preposições porque subordinam um termo a outro dentro das sentenças. No primeiro caso, o “à” reúne a preposição a e o artigo a, e é essa fusão que explica a crase.
A mesma preposição pode criar sentidos diferentes: matéria (anel de ouro), tempo (chegou em março), instrumento (cortou com faca), finalidade (estuda para passar), companhia (viajou com a irmã). Quando duas ou mais palavras fazem o papel de uma preposição, temos uma locução prepositiva, como a respeito de, por causa de e em frente a.
Conjunção: liga orações e ideias
A conjunção é uma classe gramatical que contém palavras invariáveis com a função de ligar sentenças e ideias dentro de um texto ou mesmo termos de uma mesma função sintática, atribuindo a eles, na grande maioria das vezes, um papel semântico.
Quem escreve uma redação do Enem usa conjunções o tempo todo, porque elas são a base dos conectivos que dão coesão ao texto.
Conjunções coordenativas
Ligam orações independentes ou termos de mesma função. Dividem-se em cinco grupos:
| Tipo | Exemplos | Frase |
|---|---|---|
| Aditivas | e, nem, bem como | Estudei matemática e revisei biologia. |
| Adversativas | mas, porém, contudo, todavia | Estudei muito, mas não terminei o conteúdo. |
| Alternativas | ou, ora… ora, quer… quer | Você faz o simulado hoje ou deixa para amanhã. |
| Conclusivas | logo, portanto, por isso | O candidato treinou bastante, portanto chegou tranquilo à prova. |
| Explicativas | pois, porque, que | Leve água, pois a prova é longa. |
Conjunções subordinativas
Ligam uma oração subordinada à oração principal. Podem ser integrantes ou adverbiais, e as adverbiais se subdividem de acordo com a circunstância que expressam:
| Tipo | Exemplos | Frase |
|---|---|---|
| Integrantes | que, se | Ela disse que vai fazer o Enem. Não sei se o gabarito saiu. |
| Causais | porque, já que, como | Como choveu, o evento foi cancelado. |
| Concessivas | embora, ainda que, mesmo que | Embora estivesse cansada, terminou a lista. |
| Condicionais | se, caso, desde que | Caso sobre tempo, revise a redação. |
| Conformativas | conforme, segundo, consoante | A prova foi aplicada conforme o edital previa. |
| Comparativas | como, tal qual, assim como | Ela corre como um atleta. |
| Consecutivas | de modo que, tanto que, tão… que | Estudou tanto que dormiu sobre os livros. |
| Finais | para que, a fim de que | Releia o texto a fim de que não restem dúvidas. |
| Proporcionais | à medida que, à proporção que | À medida que a prova se aproxima, a ansiedade cresce. |
| Temporais | quando, enquanto, assim que | Quando o sinal tocou, todos entregaram a prova. |
Interjeição: expressa emoção
As interjeições são palavras invariáveis que servem para exprimir sentimentos e emoções e costumam vir acompanhadas de ponto de exclamação. Elas formam uma frase por si só, sem ligação sintática com outros termos.
Exemplos em frases:
- Ufa! Consegui terminar a redação a tempo.
- Cuidado! O chão está molhado.
Tipos de interjeição
- Alegria: oba!, uau!
- Advertência: cuidado!, atenção!
- Alívio: ufa!, arre!
- Animação: coragem!, avante!
- Afugentamento: fora!, passa!, xô!
- Aplauso: bravo!, bis!
- Chamamento: ei!, olá!, ô!
- Desejo: oxalá!, tomara!
- Dor: ai!, ui!
- Espanto: ué!, nossa!, puxa!
- Impaciência: hum!, hem!
- Silêncio: psiu!, silêncio!
Como a interjeição depende do contexto, o mesmo “ah!” pode expressar alegria, alívio ou surpresa. Expressões com mais de uma palavra, como “meu Deus!” e “ai de mim!”, são chamadas de locuções interjetivas.
Como identificar a classe de uma palavra
Decorar listas funciona pouco, porque a classe depende do papel que a palavra tem na frase. Um método simples, em três passos:
- Veja se a palavra varia. Se aceita plural, feminino ou conjugação, é substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome ou verbo. Se nunca muda, é advérbio, preposição, conjunção ou interjeição.
- Observe as palavras ao redor. Quem vem depois de artigo costuma ser substantivo. Quem descreve um substantivo é adjetivo. Quem muda de tempo e indica ação ou estado é verbo. Quem liga dois termos é preposição ou conjunção.
- Teste uma substituição. Troque a palavra por outra cuja classe você conhece. Se “muito” funciona no lugar de “bastante”, as duas são advérbios.
A mesma palavra pode mudar de classe
Como a classe depende da função, uma única palavra pode pertencer a grupos diferentes conforme a frase. É um dos pontos em que mais se erra:
- o: artigo em O livro está na mesa e pronome pessoal em Eu o vi na saída.
- que: pronome relativo em O livro que li é ótimo e conjunção integrante em Ela disse que viria.
- como: conjunção comparativa em Ele corre como um atleta e advérbio interrogativo em Como você chegou?
- jantar: substantivo em O jantar está pronto e verbo em Vamos jantar cedo.
Classe gramatical e função sintática
As duas coisas não são sinônimas. A classe gramatical diz a que grupo a palavra pertence. A função sintática diz o que ela faz dentro da oração: sujeito, objeto direto, adjunto adnominal, complemento nominal e assim por diante. Um substantivo, por exemplo, pode ser sujeito em uma frase e objeto direto em outra. O passo seguinte nos estudos é conhecer as funções sintáticas, e um bom ponto de partida é o nosso post sobre complemento nominal.
Classes gramaticais no Enem e na redação
Na prova de Linguagens do Enem, a gramática costuma aparecer a serviço da interpretação: o que se avalia é o efeito de sentido de uma escolha, e não a nomenclatura isolada. Na redação, o domínio das classes aparece em pontos que pesam na nota. Confira nossos destaques e dicas de posts:
- Coesão: conjunções, pronomes relativos e advérbios conectam as ideias entre frases e parágrafos. Veja mais em conectivos para redação.
- Concordância: artigo, substantivo, adjetivo e verbo precisam combinar entre si. O post sobre concordância nominal aprofunda o assunto.
- Regência: a preposição certa depende do verbo ou do nome que vem antes dela. Confira regência verbal e nominal.
- Crase: surge da fusão entre a preposição a e o artigo ou pronome que a acompanha. Tire as dúvidas em uso da crase.
Perguntas frequentes sobre classes gramaticais
Quantas são as classes gramaticais?
Segundo a gramática tradicional, são dez: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Alguns estudiosos agrupam ou dividem essas classes de outras formas, mas essa é a organização mais usada nas escolas.
Quais classes gramaticais são variáveis e quais são invariáveis?
São variáveis o substantivo, o adjetivo, o artigo, o numeral, o pronome e o verbo. São invariáveis o advérbio, a preposição, a conjunção e a interjeição.
Qual é a diferença entre classe gramatical e função sintática?
A classe gramatical diz a que grupo a palavra pertence, como substantivo ou verbo. A função sintática diz o papel que ela exerce na oração, como sujeito ou objeto direto.
Como saber a classe de uma palavra?
Observe se a palavra varia de forma e qual papel ela exerce na frase. Como uma mesma palavra pode mudar de classe, a análise sempre deve considerar o contexto.








